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Tributação da Fazenda Solar: Guia Completo para Microgeração Fotovoltaica

Pessoa de terno revisa documentos fiscais com gráficos e calculadora sobre uma mesa, tendo ao fundo uma fazenda solar com fileiras de painéis sob céu claro. Como Funciona a Tributação na Fazenda Solar
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Você já pensou em quanto da rentabilidade do seu projeto de fazenda solar pode ser impactada pela estrutura tributária escolhida?

A tributação da fazenda solar é um tema complexo e determinante para a viabilidade econômica de empreendimentos fotovoltaicos de microgeração, podendo representar uma diferença significativa no retorno sobre investimento ao longo da vida útil do projeto.

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Meu nome é Miguel Lino, especialista em energia solar fotovoltaica, com certificado pelo IBRAP em sistemas ambientais desde 2019.

Convido você a explorar nossos conteúdos no YouTube e no Blog da Solar dos Pomares, onde compartilhamos dicas valiosas e tendências sobre energia renovável.

Neste artigo, vamos explorar detalhadamente os aspectos tributários específicos para fazendas de energia solar de microgeração (até 75 kW), desde a escolha do modelo societário até as implicações da reforma tributária em andamento.

Compreender este cenário é fundamental para estruturar seu investimento adequadamente e evitar surpresas desagradáveis que podem comprometer a rentabilidade projetada.

Como Funciona a Tributação na Fazenda Solar?

Pessoa de terno revisa documentos fiscais com gráficos e calculadora sobre uma mesa, tendo ao fundo uma fazenda solar com fileiras de painéis sob céu claro. Como Funciona a Tributação na Fazenda Solar
Como Funciona a Tributação na Fazenda Solar

A estrutura fiscal escolhida para a tributação de sua fazenda solar influencia diretamente a rentabilidade do projeto. Dependendo do modelo societário (consórcio, cooperativa ou empresa individual) e do regime de tributação (Lucro Presumido, Lucro Real), a carga tributária pode variar significativamente.

Uma escolha adequada pode reduzir impostos como ICMS, PIS e COFINS, além de simplificar obrigações fiscais e administrativas.

Por outro lado, uma estrutura mal planejada pode aumentar custos e comprometer o retorno sobre investimento ao longo dos anos. Por isso, definir a estrutura tributária correta é essencial para maximizar a lucratividade e a segurança financeira do seu empreendimento.

Estrutura Tributária em Diferentes Modelos Societários (Consórcio, Cooperativa)

A escolha do modelo societário para sua fazenda solar impacta diretamente a estrutura tributária aplicável ao empreendimento. Vamos analisar as principais opções para projetos de microgeração:

Consórcio Solar

O consórcio é uma opção popular para microgeração compartilhada, permitindo que múltiplos investidores se unam sem criar uma nova pessoa jurídica:

  • Características fiscais:
    • Não há tributação no consórcio em si (não é pessoa jurídica)
    • Os créditos são alocados conforme participação e tributados individualmente
    • Necessidade de instrumento particular de consórcio registrado
    • Cada consorciado mantém sua própria situação fiscal
  • Vantagens tributárias:
    • Simplificação administrativa (sem contabilidade própria)
    • Flexibilidade na divisão de créditos e responsabilidades
    • Possibilidade de incluir pessoas físicas e jurídicas no mesmo consórcio
    • Menor custo operacional tributário
  • Limitações fiscais:
    • Necessidade de representante para questões fiscais
    • Solidariedade em certas obrigações tributárias
    • Possível complexidade na apropriação individual de benefícios fiscais
    • Registro junto à Junta Comercial para reconhecimento fiscal

Cooperativa Solar

As cooperativas representam outro modelo aplicável à geração compartilhada de energia solar:

  • Características fiscais:
    • Regime tributário próprio (ato cooperativo vs. não-cooperativo)
    • Não-incidência de tributos sobre atos cooperativos entre associados
    • Mínimo de 20 cooperados para constituição
    • Estrutura fiscal mais formal e complexa
  • Vantagens tributárias:
    • Não-incidência de tributos sobre atos cooperativos (operações com cooperados)
    • Possibilidade de aproveitamento de incentivos específicos para cooperativas
    • Estrutura adequada para projetos maiores ou de longo prazo
    • Possibilidade de atuar como substituto tributário dos cooperados em certos casos
  • Limitações fiscais:
    • Custos administrativos e contábeis mais elevados
    • Obrigações acessórias mais complexas
    • Tributação normal para atos não-cooperativos
    • Necessidade de segregação contábil rigorosa

Para projetos de microgeração fotovoltaica de menor porte, o consórcio geralmente apresenta vantagens pela simplicidade fiscal, enquanto cooperativas podem ser mais adequadas para projetos maiores ou que envolvam maior número de participantes.

PIS/COFINS na Comercialização de Energia: Cumulativo vs. Não-Cumulativo

Um aspecto crucial da tributação na energia solar é a incidência de PIS e COFINS sobre a comercialização da energia gerada. Este é um ponto que exige atenção especial no planejamento fiscal de fazendas solares:

Regime Cumulativo

  • Alíquotas: 0,65% (PIS) + 3,0% (COFINS) = 3,65% sobre a receita bruta
  • Aplicabilidade: Empresas no Lucro Presumido e algumas no Simples Nacional
  • Características:
    • Incidência direta sobre receita bruta
    • Sem aproveitamento de créditos de etapas anteriores
    • Metodologia mais simples de cálculo e apuração
    • Geralmente mais vantajoso para atividades com poucos créditos a compensar

Regime Não-Cumulativo

  • Alíquotas: 1,65% (PIS) + 7,6% (COFINS) = 9,25% sobre a receita bruta
  • Aplicabilidade: Empresas no Lucro Real
  • Características:
    • Possibilidade de compensação de créditos (equipamentos, insumos, serviços)
    • Maior complexidade operacional e contábil
    • Potencial redução efetiva da carga tributária para operações com muitos créditos
    • Necessidade de controle rigoroso dos créditos e sua documentação

No caso específico de microgeração, a compensação de energia via sistema de compensação (net metering) apresenta particularidades:

  • A energia injetada na rede não é considerada “venda” para fins de PIS/COFINS
  • Os créditos energéticos gerados não configuram receita tributável no momento da geração
  • A redução na conta de energia resultante da compensação também não é tributada
  • Para geração compartilhada, deve-se analisar se há efetiva “comercialização” tributável

É importante destacar que, para fazendas fotovoltaicas estruturadas como negócio (com objetivo comercial de geração e “venda” de energia), o tratamento fiscal pode ser diferente do que para sistemas de autoconsumo remoto.

Regimes de Tributação: MEI, Microempresa, Lucro Real ou Presumido

A escolha do regime tributário é determinante para a otimização fiscal de uma fazenda de microgeração energética . Cada opção apresenta particularidades que impactam diretamente a carga fiscal e a complexidade administrativa:

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RegimeAplicabilidadeFaturamento Máximo (2023)Principais Pontos
MEIMuito limitadaR$ 81 mil/ano– Geração de energia não permitida.
– Apenas para instalação/manutenção.
Inviável para fazendas solares.
Simples Nacional (ME/EPP)ParcialR$ 4,8 milhões/ano– Geração (CNAE 35.11-5) vedada.
– Atividades de instalação/manutenção podem ser enquadradas.
– Viável se a geração não for o core business.
– Anexo III ou V, conforme atividade.
Lucro PresumidoRecomendado para a maioria dos casosR$ 78 milhões/ano– Lucro presumido de 8%.
– PIS/COFINS cumulativo (3,65%).
– IRPJ 15% (+10% adicional sobre lucro > R$ 20 mil/mês).
– CSLL 9% sobre 12% da receita bruta.
– Carga tributária: 10-12%.
Simplicidade operacional.
Lucro RealPouco recomendado para pequenos projetosSem limite– Base no lucro real.
– PIS/COFINS não-cumulativo (9,25%).
– Compensa prejuízos e créditos fiscais.
– Indicado para margens baixas ou projetos complexos.
Regimes de Tributação Fiscal no Brasil

Para projetos de microgeração fotovoltaica até 75 kW, o Lucro Presumido geralmente representa o melhor equilíbrio entre carga tributária e complexidade administrativa. No entanto, cada projeto deve ser analisado individualmente, considerando suas particularidades operacionais e financeiras.

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Implicações do ICMS sobre o Crédito de Energia em Fazendas Solares

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um dos elementos mais impactantes na tributação da energia solar, especialmente no que diz respeito ao sistema de compensação de energia.

Entender as nuances deste tributo estadual é fundamental para avaliar corretamente a viabilidade econômica de uma fazenda solar.

Convênio CONFAZ 16/2015: Aplicação e Exceções por Estado

O Convênio CONFAZ 16/2015 representa um marco importante para a geração distribuída no Brasil, ao autorizar os estados a concederem isenção de ICMS sobre a energia injetada na rede e posteriormente compensada:

  • Princípio básico: O ICMS incide apenas sobre a “energia líquida” consumida da distribuidora (diferença entre consumo total e energia injetada)
  • Condições gerais para aplicação:
    • Potência instalada menor ou igual ao limite estabelecido pela regulação (atualmente 75 kW para microgeração)
    • Energia destinada a uso exclusivo do consumidor participante do sistema de compensação
    • Atendimento aos demais requisitos da regulação da ANEEL para microgeração
  • Situação atual de adesão:
    • A maioria dos estados brasileiros aderiu ao convênio
    • Alguns estados aplicam o benefício com restrições específicas
    • Casos específicos de não-adesão ou adesão parcial em certos estados

É importante ressaltar que, mesmo nos estados que aderiram ao convênio, podem existir particularidades na aplicação da isenção, como limitações por classe de consumo ou por modalidade de compensação.

Para fazendas solares de microgeração, a isenção de ICMS representa uma economia significativa, podendo alterar substancialmente o retorno sobre investimento e o tempo de payback do projeto.

Mapa de Cobrança do ICMS por Estado: Situação Atual

A aplicação do ICMS sobre energia solar varia consideravelmente entre os estados brasileiros, criando um cenário heterogêneo que exige análise específica conforme a localização do projeto:

RegiãoEstadoStatus da IsençãoObservações
NorteAcreAplicadaIsenção completa para microgeração
AmazonasAplicadaIsenção completa para microgeração
ParáAplicadaIsenção completa para microgeração
RondôniaAplicadaIsenção completa para microgeração
RoraimaAplicadaIsenção completa para microgeração
TocantinsAplicadaIsenção completa para microgeração
NordesteAlagoasAplicadaIsenção completa para microgeração
BahiaAplicadaIsenção completa para microgeração
CearáAplicadaIsenção completa para microgeração
MaranhãoAplicadaIsenção completa para microgeração
ParaíbaAplicadaIsenção completa para microgeração
PernambucoAplicadaIsenção completa para microgeração
PiauíAplicadaIsenção completa para microgeração
Rio Grande do NorteAplicadaIsenção completa para microgeração
SergipeAplicadaIsenção completa para microgeração
Centro-OesteDistrito FederalAplicadaIsenção completa para microgeração
GoiásAplicadaIsenção completa para microgeração
Mato GrossoAplicadaIsenção completa para microgeração
Mato Grosso do SulAplicadaIsenção completa para microgeração
SudesteEspírito SantoAplicadaIsenção completa para microgeração
Minas GeraisAplicadaIsenção completa para microgeração
Rio de JaneiroAplicadaIsenção completa para microgeração
São PauloAplicada com restriçõesVerificar legislação específica
SulParanáAplicadaIsenção completa para microgeração
Rio Grande do SulAplicadaIsenção completa para microgeração
Santa CatarinaAplicadaIsenção completa para microgeração
Mapa de Cobrança do ICMS por Estado

É fundamental verificar a legislação estadual específica antes de iniciar um projeto, pois a situação regulatória pode se alterar. Adicionalmente, mesmo em estados com isenção, pode haver particularidades na aplicação prática pela distribuidora local.

Impacto do ICMS na Viabilidade Econômica de Projetos

A incidência do ICMS sobre a energia compensada pode alterar significativamente a viabilidade econômica de uma fazenda de energia para microgeração:

CenárioCom Isenção (maioria dos estados)Sem Isenção
Compensação1:1 (valor cheio da tarifa, incluindo ICMS)Apenas o valor sem ICMS
EconomiaMáxima, sobre 100% da tarifaReduzida, considerando apenas energia + encargos
PaybackMais rápido15-30% mais demorado
TIRMaiorRedução de 3-5 pontos percentuais
Exemplo práticoTarifa R$ 1,00/kWh → economia R$ 1,00/kWhTarifa R$ 1,00/kWh → economia R$ 0,75/kWh
VPLÓtimo retornoRedução de 15-25%
Impacto do ICMS na Viabilidade Econômica de Projetos Solares

🔎 Importante:
A alíquota do ICMS varia de 17% a 25%. Verificar a política tributária do estado é essencial para garantir a viabilidade do investimento. Em alguns casos, o ICMS define sozinho se o projeto será ou não lucrativo.

Para investidores em fazendas solares, a verificação da situação do ICMS no estado de implantação é um passo crítico na análise de viabilidade. Em certos casos, esta variável isoladamente pode determinar a viabilidade ou inviabilidade do investimento.

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Isenções Fiscais e Benefícios Tributários para Empreendimentos de Energia Fotovoltaica

Dois profissionais apertam as mãos ao lado de uma fazenda solar; um deles segura uma pasta com ícone de benefício fiscal, representando isenções tributárias em projetos fotovoltaicos.
Dois profissionais apertam as mãos ao lado de uma fazenda solar; um deles segura uma pasta com ícone de benefício fiscal, representando isenções tributárias em projetos fotovoltaicos.

Os benefícios fiscais disponíveis para o setor fotovoltaico compõem um aspecto determinante da atratividade econômica das fazendas solares.

Compreender quais incentivos se aplicam especificamente à microgeração e como acessá-los pode representar uma economia significativa tanto na fase de implementação quanto na operação do empreendimento.

Convênio ICMS 101/97: Isenção na Aquisição de Componentes

O Convênio ICMS 101/97 (prorrogado sucessivamente, atualmente válido até 31/12/2028) estabelece a isenção do ICMS na comercialização de equipamentos e componentes para aproveitamento de energia solar:

  • Abrangência do benefício:
    • Módulos fotovoltaicos
    • Inversores para sistemas fotovoltaicos
    • Estruturas de suporte
    • Outros equipamentos específicos listados no convênio
  • Aplicabilidade prática:
    • Benefício amplamente utilizado na comercialização de equipamentos solares
    • Requer que fabricantes e revendedores estejam habilitados à isenção
    • Verificação da correta aplicação do benefício no momento da aquisição
    • Potencial economia de 17-25% no valor dos equipamentos (conforme alíquota estadual)
  • Pontos de atenção:
    • Nem todos os componentes periféricos estão contemplados
    • Alguns estados podem ter restrições específicas à aplicação do benefício
    • Necessidade de documentação adequada para comprovação da finalidade de uso

Para fazendas com energia fotovoltaica para microgeração, este é um dos benefícios fiscais mais relevantes e acessíveis, com impacto direto na redução do investimento inicial e, consequentemente, na melhoria dos indicadores econômicos do projeto (TIR, payback, VPL).

Incentivos Municipais: IPTU Verde e ISS Reduzido

Além dos incentivos federais e estaduais, diversos municípios brasileiros implementaram programas de incentivo à energia solar através de benefícios fiscais locais.

IPTU Verde oferece descontos de 5% a 20% no imposto para imóveis com sistemas de energia renovável, implantado em várias cidades brasileiras, com foco em áreas urbanas (telhados).

ISS Reduzido aplica alíquotas menores, entre 2% e 5%, para serviços de instalação e manutenção de sistemas fotovoltaicos, diminuindo custos na fase de implementação, conforme regras municipais.

Outros incentivos locais incluem aprovação simplificada de projetos, isenção de taxas de licenciamento, financiamentos subsidiados para fazendas de energia e certificações de sustentabilidade com benefícios adicionais.

Embora individualmente possam parecer menos impactantes que os incentivos federais e estaduais, os benefícios municipais podem representar uma economia adicional significativa, especialmente quando considerados em conjunto com os demais incentivos disponíveis.

Tributação de Receita e Lucro em Fazendas Solares para Pessoas Jurídicas

A compreensão do tratamento tributário das receitas e lucros gerados por uma fazenda solar é fundamental para o planejamento financeiro de longo prazo. Para empreendimentos estruturados como Pessoa Jurídica, existem particularidades importantes a serem consideradas.

Receita de Venda de Energia Compartilhada

O tratamento tributário da receita oriunda de geração compartilhada apresenta especificidades que devem ser cuidadosamente analisadas:

  • Natureza da receita:
    • Microgeração em autoconsumo remoto: não configura venda (ausência de receita tributável)
    • Geração compartilhada via cooperativa: pode constituir ato cooperativo (tratamento fiscal diferenciado)
    • Comercialização direta: caracteriza receita plenamente tributável
  • Tributação federal típica (no caso de receita tributável):
    • IRPJ: 15% + adicional de 10% sobre a parcela que exceder R$ 20.000/mês
    • CSLL: 9% sobre a base de cálculo
    • PIS: 0,65% (cumulativo) ou 1,65% (não-cumulativo) sobre a receita bruta
    • COFINS: 3% (cumulativo) ou 7,6% (não-cumulativo) sobre a receita bruta
  • Casos especiais de microgeração:
    • Consórcio: a receita é alocada diretamente aos consorciados, conforme fração ideal
    • Geração para compensação própria: não há receita tributável, apenas redução de despesa
    • Cooperativa: os resultados de atos cooperativos têm tratamento fiscal específico
  • Documentação fiscal adequada:
    • Necessidade de emissão de nota fiscal em caso de comercialização efetiva
    • Contratos que caracterizem adequadamente a natureza da operação
    • Rateios documentados para casos de geração compartilhada
    • Controles específicos para segregação de receitas de diferentes naturezas

É importante destacar que a estruturação jurídica e contratual do empreendimento tem impacto direto na caracterização da natureza das receitas e, consequentemente, em seu tratamento tributário.

Um planejamento adequado desde a concepção do projeto pode resultar em economia tributária significativa ao longo da vida útil da fazenda solar.

Distribuição de Lucros e Dividendos: Aspectos Fiscais

A forma como os resultados econômicos de uma fazenda solar serão repassados aos investidores também possui implicações tributárias relevantes:

Isenção de IR sobre Dividendos
Os lucros distribuídos aos sócios ou acionistas são isentos de Imposto de Renda na pessoa física, desde que já tributados na pessoa jurídica e devidamente formalizados com documentação contábil que comprove a origem.

Juros sobre Capital Próprio (JCP)
É uma alternativa aos dividendos, com dedução fiscal na empresa (até o limite legal) e tributação de 15% na fonte para a pessoa física. A escolha entre dividendos e JCP exige análise caso a caso para avaliar a vantagem líquida.

Particularidades por Estrutura Societária

  • Limitadas: distribuição conforme contrato social.
  • Anônimas: seguem regras estatutárias e percentuais mínimos.
  • SCP: tributação específica para o sócio participante.
  • Consórcios: não há distribuição formal, pois os resultados pertencem diretamente aos consorciados.

Planejamento Sucessório
O uso de holdings facilita a sucessão patrimonial, protege ativos, separa controle da propriedade econômica e reduz custos tributários em futuras transferências.

A análise integrada desses fatores, preferencialmente com assessoria especializada, permite desenhar a solução mais eficiente para cada perfil de investidor e projeto.

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Impactos da Reforma Tributária no Modelo de Negócio das Fazendas Solares

Imagem dividida mostrando, à esquerda, investidores em uma fazenda solar discutindo crescimento financeiro; à direita, empresário preocupado revisa documentos de impostos, ilustrando impactos da reforma tributária.
Impactos da Reforma Tributária no Modelo de Negócio das Fazendas Solares

A reforma tributária brasileira, em andamento com a aprovação da PEC 45/2019 e sua regulamentação em curso, trará mudanças significativas na tributação de bens e serviços, incluindo o setor de energia elétrica.

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Compreender os potenciais impactos dessas alterações é crucial para o planejamento de longo prazo de fazendas solares.

IBS e CBS: Novo Tratamento para Operações de Energia

A substituição dos atuais tributos sobre consumo (PIS, COFINS, ICMS, ISS) pelos novos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) representará uma reconfiguração da tributação da energia solar:

  • Alterações estruturais:
    • Unificação de bases de cálculo e alíquotas em âmbito nacional
    • Simplificação do sistema de créditos (não-cumulatividade plena)
    • Tributação no destino (consumo) e não na origem (produção)
    • Expectativa de neutralidade da carga tributária global
  • Potenciais impactos positivos:
    • Eliminação de distorções regionais (fim da “guerra fiscal” entre estados)
    • Maior segurança jurídica pela unificação de entendimentos
    • Simplificação de obrigações acessórias
    • Redução de custos de conformidade
  • Pontos de atenção:
    • Possibilidade de alíquotas diferenciadas para energia (ainda em definição)
    • Tratamento específico para energia renovável (potenciais incentivos)
    • Impacto nos atuais benefícios fiscais (como isenções de ICMS)
    • Variação regional na carga efetiva conforme atual situação tributária

Para os sistemas fotovoltaicos, o principal impacto provavelmente estará relacionado à forma como o sistema de compensação de energia será tratado sob o novo regime. A definição sobre a manutenção ou adaptação dos atuais benefícios será determinante para a continuidade da atratividade econômica dos projetos.

Estratégias para o Período de Transição e Além

Diante das incertezas e oportunidades geradas pela reforma tributária, empreendedores de fazendas solares podem adotar estratégias específicas para otimizar sua posição.

Adotar flexibilidade contratual é fundamental, com cláusulas de revisão para alterações tributárias, mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro, transparência nos preços e modelos adaptáveis às mudanças regulatórias.

A diversificação de portfólio também é estratégica, combinando projetos sob diferentes regimes, atividades complementares na cadeia de valor, distribuição geográfica e investimentos escalonados para aproveitar oportunidades.

Na eficiência operacional, destaca-se a revisão de processos, o uso de tecnologia para reduzir custos de compliance, capacitação de equipes e a busca contínua por produtividade para compensar aumentos tributários.

Por fim, o posicionamento estratégico envolve atuar em associações setoriais, monitorar oportunidades da simplificação tributária, reavaliar decisões de verticalização e ajustar a comunicação com o mercado conforme o cenário evolui.

Para projetos fotovoltaicos de investimento, uma abordagem conservadora seria incorporar nas análises de viabilidade econômica cenários que considerem a potencial redução de benefícios fiscais atuais, de modo a garantir que o projeto permaneça viável mesmo em um cenário tributário menos favorável.

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FAQ: Perguntas Frequentes

  1. Como funciona a tributação em uma fazenda de energia solar?

    A tributação de uma fazenda solar varia conforme o modelo societário e o regime fiscal escolhido. Projetos no Lucro Presumido geralmente pagam de 10% a 12% sobre a receita, incluindo IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Além disso, a incidência de ICMS pode ser isenta em alguns estados, conforme o Convênio ICMS 16/2015.

  2. Quais impostos incidem sobre a geração de energia solar em uma fazenda solar?

    Os principais tributos são ICMS, PIS, COFINS, IRPJ e CSLL. Dependendo do regime tributário, o PIS/COFINS pode ser cumulativo (3,65%) ou não-cumulativo (9,25%). A maioria dos estados concede isenção de ICMS para microgeração de até 75 kW.

  3. É possível obter isenção de ICMS na venda de energia solar?

    Sim. Em microgeração e minigeração distribuída, a maioria dos estados concede isenção de ICMS sobre a energia injetada na rede, conforme o Convênio ICMS 16/2015. No entanto, é necessário verificar a regulamentação específica do estado onde a fazenda solar está localizada.

  4. Qual o melhor regime tributário para uma fazenda solar?

    O regime de Lucro Presumido é geralmente o mais indicado para fazendas solares de microgeração e minigeração, devido à simplicidade de apuração e carga tributária reduzida, com alíquota efetiva entre 10% e 12% sobre a receita bruta.

  5. Quais modelos societários impactam a tributação de uma fazenda solar?

    Consórcios e cooperativas são os principais modelos de geração compartilhada. O consórcio tem tributação individual por participante, enquanto a cooperativa pode se beneficiar da não-incidência de tributos sobre atos cooperativos, mas possui maior complexidade contábil.

  6. O que muda na tributação das fazendas solares com a Reforma Tributária?

    A Reforma Tributária prevê a substituição de PIS, COFINS, ICMS e ISS por IBS e CBS. A simplificação trará mudanças na compensação de créditos e poderá alterar benefícios fiscais atuais, como isenções de ICMS. O impacto será maior para quem vende energia no mercado livre ou geração compartilhada.

  7. Como funciona a isenção de impostos na compra de equipamentos para fazendas solares?

    O Convênio ICMS 101/97 concede isenção de ICMS na compra de módulos fotovoltaicos, inversores e outros equipamentos para energia solar. Essa isenção pode reduzir o custo de implantação em até 25%, dependendo do estado.

  8. Fazendas solares precisam emitir nota fiscal na venda de energia?

    Sim. Quando há venda de energia elétrica no mercado livre ou geração compartilhada com comercialização, a fazenda solar deve emitir nota fiscal de venda de energia, obedecendo às regras de tributação federais e estaduais, além de se registrar na CCEE se for o caso.

  9. Qual o impacto do ICMS sobre o retorno financeiro de uma fazenda solar?

    Quando o ICMS incide sobre a energia compensada, o retorno financeiro pode ser reduzido em até 30%, afetando o payback e o TIR do projeto. Estados com isenção de ICMS garantem maior economia e menor tempo de retorno do investimento.

  10. Como garantir a rentabilidade de uma fazenda solar mesmo com tributos?

    A rentabilidade depende de um bom planejamento tributário, escolha do modelo societário adequado, adesão a benefícios fiscais como isenção de ICMS e aquisição de equipamentos com isenção de ICMS. Além disso, a estruturação jurídica correta evita surpresas com impostos futuros.

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About Miguel Lino

Formado em técnico em Saneamento em 1999, com formação incompleta em Biologia e atuando no setor de saneamento básico desde 2003. Busquei enveredar o conhecimento na fontes de energias renováveis a partir de 2018 com curso de elétrica predial e posterior formação em energia fotovoltaica On Grid. Então tenho complementado cursos complementares.

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