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Financiamento para Fazenda Solar: Guia Completo para Microgeração Fotovoltaica

Reunião de negócios com profissionais avaliando documentos de financiamento e crédito em uma mesa de escritório; ao fundo, visível pela janela, uma fazenda solar com fileiras de painéis sob céu azul. Principais Linhas de Crédito Disponíveis para Financiamento para Fazenda Solar
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Você já considerou como viabilizar financeiramente sua fazenda solar sem comprometer seu capital próprio?

O financiamento para fazenda solar tem se consolidado como um fator decisivo para a expansão da energia fotovoltaica no Brasil, permitindo que empreendedores e investidores implementem projetos de geração distribuída com desembolso inicial reduzido e condições alinhadas ao retorno do investimento.

Clique na imagem acima para assistir ao vídeo.

Meu nome é Miguel Lino, especialista em energia solar fotovoltaica, com certificado pelo IBRAP em sistemas ambientais desde 2019.

Convido você a explorar nossos conteúdos no YouTube e no Blog da Solar dos Pomares, onde compartilhamos dicas valiosas e tendências sobre energia renovável.

No entanto, navegar pelo complexo ecossistema de linhas de crédito para energia solar pode ser desafiador, especialmente para quem está iniciando no setor.

A diversidade de instituições financeiras, modalidades de financiamento e condições específicas exige uma análise cuidadosa para identificar a solução mais adequada ao perfil de cada projeto.

Neste guia completo, vamos explorar as principais opções de financiamento solar de microgeração (até 75 kW), desde linhas tradicionais de bancos públicos e privados até alternativas inovadoras como crowdfunding e green bonds.

Você conhecerá os critérios de avaliação utilizados pelas instituições financeiras, garantias tipicamente exigidas e estratégias para otimizar as condições de seu financiamento.

Financiamento para Fazenda Solar: Principais Linhas de Crédito Disponíveis

Reunião de negócios com profissionais avaliando documentos de financiamento e crédito em uma mesa de escritório; ao fundo, visível pela janela, uma fazenda solar com fileiras de painéis sob céu azul. Principais Linhas de Crédito Disponíveis para Financiamento para Fazenda Solar
Principais Linhas de Crédito Disponíveis para Financiamento para Fazenda Solar

O mercado brasileiro oferece diversas opções de crédito para energia solar, cada uma com características específicas que podem ser mais ou menos adequadas ao seu projeto de microgeração. Conhecer essas alternativas é o primeiro passo para uma escolha informada.

Financiamento Bancário vs. Project Finance: Diferenças Estruturais

Existem duas abordagens fundamentais para o financiamento de fazendas solares que diferem significativamente em estrutura, requisitos e aplicabilidade.

O financiamento bancário tradicional é mais simples e ágil, indicado para projetos de microgeração, com menos exigências documentais, prazos curtos (5-7 anos) e maior flexibilidade no uso dos recursos. Por outro lado, apresenta taxas de juros geralmente mais altas e impacta o limite de crédito do tomador.

Já o Project Finance é estruturado com foco no fluxo de caixa do próprio projeto, sendo ideal para grandes empreendimentos (acima de 5 MW). Permite prazos mais longos (10-15 anos), não afeta o endividamento do patrocinador e compartilha riscos, mas possui alto custo de estruturação, processo demorado e complexidade jurídica.

Para projetos de microgeração solar (até 75 kW), o financiamento bancário tradicional geralmente representa a opção mais viável, enquanto o project finance se torna mais adequado para projetos de maior escala.

No entanto, algumas instituições têm desenvolvido modelos híbridos que incorporam elementos de project finance em estruturas simplificadas para projetos menores.

Financiamento para Diferentes Portes: De Mini a Utility Scale

As instituições financeiras geralmente segmentam suas ofertas de recursos para usinas solares conforme o porte do projeto, com condições e processos específicos para cada categoria;

CategoriaDescrição
Linhas de FinanciamentoPessoa física (autoconsumo)
Pequenas empresas e produtor rural
Fornecedores/Integradores (vendor)
Consórcios especializados
Principais CaracterísticasProcessos de aprovação simplificados
Menor exigência documental/técnica
Prazos de Financiamento5 a 8 anos
Cobertura de FinanciamentoAté 100% do valor do projeto
Taxas de Juros (a.m.)1,0% a 1,5% (bancos privados)
A partir de 0,6% (linhas subsidiadas)
Minigeração (75 kW a 3 MW)Não se aplica
Utility Scale (acima de 5 MW)Não se aplica
Recursos para Segmento Solar

No entanto, programas específicos como o FNE Sol (Banco do Nordeste) e algumas linhas do BNDES têm criado condições especiais para projetos solares de pequeno porte, representando alternativas mais vantajosas.

Comparativo de Condições: Taxas, Prazos e Garantias

Para facilitar a escolha da melhor opção de financiamento para fazenda de energia solar, apresentamos um comparativo das principais condições oferecidas atualmente no mercado brasileiro:

Instituição/LinhaTaxa de JurosPrazo MáximoCarênciaFinanciávelGarantias Típicas
Bancos Privados (PF)1,0% a 1,5% a.m.5-6 anos3-6 meses70-80%Alienação do sistema + garantias pessoais
Bancos Privados (PJ)0,9% a 1,3% a.m.5-7 anos3-6 meses70-80%Alienação do sistema + garantias corporativas
BNB (FNE Sol – PF)a partir de 0,6% a.m.*até 8 anosaté 12 mesesaté 100%Alienação do sistema + garantias pessoais
BNB (FNE Sol – PJ)a partir de 0,6% a.m.*até 12 anosaté 12 mesesaté 100%Alienação do sistema + garantias corporativas
BNDES (via agente)TLP + 1,1% a.a. + spread do agenteaté 16 anosaté 24 mesesaté 80%Alienação do sistema + garantias adicionais
Coop. de Crédito0,8% a 1,2% a.m.5-8 anos3-6 meses70-90%Alienação do sistema + garantias pessoais/corporativas
Vendor (Fornecedor)1,0% a 1,6% a.m.4-5 anos0-3 mesesaté 100%Alienação do sistema + nota promissória
Consórcios SolarTaxa administrativa (10-15%)Conforme grupoN/Aaté 100%Alienação do sistema até quitação
Comparativo de Condições de Créditos Báncarios

*Taxas do BNB variam conforme porte do cliente e localização do projeto

Além das condições acima, é importante considerar custos adicionais como:

  • Tarifas de cadastro e avaliação: R$ 500-2.000
  • Seguros exigidos: 0,3-0,5% do valor financiado/ano
  • Custos de registro de garantias: Varia conforme região e tipo de garantia
  • IOF: 0,38% + 0,0082% por dia (para operações com pessoa física)
  • Comissão de estruturação: 0,5-2% do valor (em estruturas mais complexas)

O cenário competitivo do mercado financeiro tem promovido melhorias constantes nas condições oferecidas para financiamento de projetos solares.

Recomenda-se sempre solicitar propostas de múltiplas instituições e comparar o Custo Efetivo Total (CET) das operações, não apenas a taxa de juros nominal.

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Financiamento via BNDES e Outras Instituições Públicas para Energia Solar

As instituições públicas de fomento desempenham um papel fundamental no financiamento fotovoltaico, oferecendo condições geralmente mais vantajosas que o mercado privado. Vamos explorar as principais opções disponíveis para projetos de microgeração.

BNDES Finem: Condições, Processo e Elegibilidade para Solar

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) disponibiliza recursos para financiamento de energia solar através de diferentes programas, sendo o Finem uma das principais linhas para projetos de infraestrutura.

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O BNDES Finem oferece financiamento para projetos de grande porte, com valor mínimo de R$ 10 milhões (direto) ou R$ 5 milhões (indireto). O prazo pode chegar a 16 anos, com carência de até 24 meses, e as taxas são compostas por TLP + remuneração do BNDES + taxa de risco de crédito.

Para microgeração (até 75 kW), há desafios devido ao valor mínimo exigido, mas soluções como agregação de múltiplos projetos, financiamento via agentes financeiros ou estruturação de cooperativas e consórcios podem viabilizar o acesso. O financiamento cobre equipamentos FINAME, instalação, estudos e gastos pré-operacionais.

O processo inclui cadastramento da empresa, envio de consulta prévia, análise do BNDES ou agente financeiro, aprovação e comprovação dos investimentos para liberação dos recursos.

Para projetos individuais de microgeração fotovoltaica, o acesso ao BNDES geralmente ocorre via intermediários (agentes financeiros), que estabelecem suas próprias condições adicionais e processos de aprovação, dentro dos limites estabelecidos pelo BNDES.

BNB e Fundos Constitucionais (FNE, FCO, FNO): Linhas Regionais

Os fundos constitucionais representam uma das melhores alternativas de financiamento para fazendas solares de pequeno porte, com condições especialmente vantajosas para regiões menos desenvolvidas:

Banco do Nordeste (BNB) – FNE Sol:

  • Abrangência: Região Nordeste, norte de Minas Gerais e Espírito Santo
  • Características principais:
    • Financiamento de até 100% para micro e pequenas empresas e pessoas físicas
    • Prazos de até 12 anos, incluindo carência de até 12 meses
    • Taxas reduzidas (a partir de 0,6% a.m., conforme porte e localização)
    • Processo simplificado para microgeração
    • Financiamento para autoconsumo ou geração compartilhada
  • Vantagens específicas:
    • Não exige FINAME para equipamentos
    • Bônus de adimplemento (redução de juros para pagamentos em dia)
    • Menor burocracia comparado ao BNDES
    • Equipes com conhecimento específico do setor solar

Banco da Amazônia – FNO:

  • Abrangência: Região Norte
  • Características principais:
    • Linha FNO Verde com condições especiais para energia renovável
    • Taxas diferenciadas conforme porte do empreendedor
    • Prazos estendidos para projetos de energia (até 12 anos)
    • Financiamento de até 100% para mini e micro produtores rurais

Banco do Brasil – FCO:

  • Abrangência: Região Centro-Oeste
  • Características principais:
    • FCO Verde para projetos de redução de emissões de carbono
    • Condições preferenciais para pequenos produtores
    • Integração com programas de agricultura de baixo carbono
    • Taxas reduzidas para projetos sustentáveis

Os fundos constitucionais representam uma excelente opção para financiamento de microgeração solar nas regiões atendidas, com condições significativamente mais vantajosas que o mercado privado. O principal destaque é o programa FNE Sol do BNB, que tem sido o grande impulsionador de projetos solares no Nordeste brasileiro.

Conteúdo Local e Certificação FINAME de Equipamentos

Para algumas linhas de crédito para usinas solares, especialmente aquelas vinculadas ao BNDES, a certificação FINAME dos equipamentos pode ser um requisito importante.

O credenciamento FINAME é uma certificação que garante que determinados equipamentos possuem índices mínimos de conteúdo nacional, conforme exigências do BNDES. Ele é um requisito obrigatório para acessar várias linhas de financiamento do banco, como o BNDES Finem. No setor de energia solar, aplica-se a módulos, inversores e estruturas.

Para projetos de microgeração, a principal vantagem de utilizar equipamentos FINAME é o acesso a condições de crédito mais vantajosas, incluindo taxas de juros reduzidas, prazos de pagamento mais extensos e maior facilidade na aprovação dos financiamentos.

Por outro lado, as limitações incluem a redução de opções tecnológicas, já que nem todos os fabricantes são credenciados, o que pode impactar a estratégia de escolha de equipamentos e até elevar o custo total do sistema.

Como alternativas, existem linhas regionais como o FNE Sol (BNB), FNO (Banco da Amazônia) e FCO (Banco do Brasil), além de bancos privados que não exigem FINAME e estruturas de vendor finance oferecidas por fornecedores internacionais.

Para projetos de microgeração fotovoltaica, a exigência de equipamentos com credenciamento FINAME pode ser contornada pela escolha de linhas de financiamento que não tenham esta restrição, caso seja desejável utilizar equipamentos importados sem certificação.

É importante ressaltar que, mesmo sem FINAME, equipamentos importados devem atender às certificações técnicas exigidas pelo INMETRO e pelas distribuidoras de energia para conexão à rede.

Fluxo Completo de Aprovação e Timeline Esperado

O processo de obtenção de financiamento para fazenda solar segue um fluxo específico, com etapas e prazos que variam conforme a instituição financeira e a complexidade do projeto.

O processo de financiamento para projetos de energia solar geralmente segue cinco fases principais. A fase preparatória (1 a 4 semanas) inclui a elaboração do projeto técnico, aprovação prévia da distribuidora e preparação da documentação básica.

Em seguida, ocorre a submissão e análise inicial (2 a 4 semanas), com o cadastro na instituição financeira, análise preliminar de crédito e possível pré-aprovação.

Na análise técnica e econômica (3 a 8 semanas), há uma avaliação detalhada do projeto, análise da viabilidade financeira, verificação das garantias e avaliação de riscos.

Após a aprovação, na fase de contratação (2 a 4 semanas), são negociadas as condições, assinados os contratos e registrados os documentos de garantia.

Por fim, acontece a liberação dos recursos (1 a 4 semanas), dependendo da comprovação de condições, apresentação de notas fiscais e documentação de conformidade, com desembolso conforme cronograma.

Timeline total esperado:

  • Bancos privados para microgeração: 45-90 dias (processo completo)
  • Bancos públicos (BNB, BB): 60-120 dias
  • BNDES (via agente financeiro): 90-180 dias
  • Financiamentos estruturados: 180-360 dias (para projetos maiores)

Dicas para agilizar o processo:

  • Preparar documentação completa antes da submissão formal
  • Antecipar possíveis questionamentos técnicos
  • Manter canal de comunicação ativo com o gerente/analista
  • Providenciar alternativas para documentos de difícil obtenção
  • Considerar assessoria especializada para projetos mais complexos

O entendimento claro do fluxo de aprovação e dos prazos esperados é essencial para o planejamento adequado do projeto, evitando atrasos e garantindo a disponibilidade dos recursos no momento necessário para a implementação da fazenda solar.

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Taxas de Juros e Condições de Pagamento em Linhas de Crédito para Energia Solar

A imagem ilustra o conceito de financiamento na energia solar. Mostra um telhado de uma casa equipado com painéis solares sob um céu claro e ensolarado, simbolizando a geração de energia solar. Ao lado dos painéis, há um cofre porquinho rosa brilhante e uma pilha de moedas de ouro com um símbolo de dólar, acompanhados de uma calculadora, destacando a economia financeira e o investimento associado à energia solar. Uma seta amarela aponta do sol para os painéis, indicando a conversão da luz solar em energia, ressaltando o retorno econômico do uso de sistemas fotovoltaicos. A composição visa transmitir como a energia solar pode ser um investimento vantajoso, gerando economia e retorno financeiro.
financiamento na energia solar

As condições financeiras são determinantes para a viabilidade econômica de projetos de fazenda solar financiados. Compreender a estrutura de custos e as possibilidades de personalização é essencial para otimizar o perfil de pagamentos.

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Composição das Taxas: Cost of Funds, Spread e Comissões

A taxa de juros efetiva em um financiamento para fazenda solar é composta por diferentes elementos que, juntos, determinam o custo total do crédito:

Componentes básicos da taxa:

1. Cost of Funds (Custo de Captação):

  • Definição: Custo para a instituição financeira obter os recursos que serão emprestados
  • Referências comuns:
    • TLP (Taxa de Longo Prazo): Utilizada pelo BNDES (IPCA + TLP)
    • CDI/Selic: Base para muitas operações bancárias comerciais
    • TR/TJLP: Em algumas linhas específicas ou legadas
    • Taxas fixas: Principalmente em operações mais curtas
  • Características: Pode ser fixa ou variável, impactando a previsibilidade das parcelas futuras

2. Spread Bancário:

  • Definição: Margem adicionada pela instituição para cobrir custos operacionais, inadimplência e lucro
  • Determinantes:
    • Risco de crédito do tomador
    • Qualidade e liquidez das garantias oferecidas
    • Prazo da operação (geralmente maior para prazos mais longos)
    • Relacionamento com a instituição
  • Faixas típicas: De 2% a 10% a.a., dependendo dos fatores acima

3. Comissões e Tarifas:

  • Tarifa de análise/cadastro: R$ 500-3.000 (conforme porte)
  • Comissão de estruturação: 0,5-2% do valor (financiamentos estruturados)
  • Comissão de fiscalização: Para verificação da aplicação dos recursos
  • Tarifas de avaliação de garantias: Conforme tipo e complexidade

4. Seguros e proteções:

  • Seguro prestamista: 0,03-0,08% a.m. do saldo devedor (PF)
  • Seguros específicos exigidos: Conforme características do projeto
  • Custo de garantias adicionais: Fiança bancária, carta de crédito etc.

Carga tributária:

  • IOF: 0,38% + 0,0082% ao dia (máximo 3,38%) para PF
  • IOF adicional: 0,38% sobre o saldo nos casos de pagamento antecipado

Comparativo entre diferentes fontes (taxas totais efetivas):

  • Bancos de desenvolvimento (BNDES, BNB): 0,6% a 0,9% a.m.
  • Bancos comerciais privados: 0,9% a 1,5% a.m.
  • Cooperativas de crédito: 0,8% a 1,3% a.m.
  • Fintechs e plataformas alternativas: 1,0% a 1,8% a.m.
  • Vendor finance (fornecedores): 1,0% a 1,6% a.m.

Para projetos de microgeração fotovoltaica, é fundamental solicitar o Custo Efetivo Total (CET) da operação, que incorpora todos os elementos acima, permitindo uma comparação justa entre diferentes ofertas de financiamento.

Estruturação de Carência e Amortização Alinhadas ao Fluxo de Caixa

O desenho adequado do perfil de pagamentos é tão importante quanto a taxa de juros em um financiamento solar, especialmente considerando o perfil de geração e as características específicas do projeto:

Períodos de carência:

  • Definição: Intervalo inicial onde apenas juros são pagos (ou capitalizados), sem amortização do principal
  • Benefícios:
    • Alinhamento com o período de implantação e comissionamento
    • Folga financeira durante a estabilização operacional
    • Adequação ao ciclo sazonal de geração solar
  • Opções típicas:
    • 3-6 meses: Período básico de implantação de microgeração
    • 6-12 meses: Para projetos mais complexos ou com sazonalidade marcante
    • Carência parcial: Pagamentos crescentes durante o período inicial
  • Impacto financeiro: Carências maiores elevam o custo total do financiamento, mas melhoram o fluxo de caixa inicial

Sistemas de amortização:

  • SAC (Sistema de Amortização Constante):
    • Amortizações iguais ao longo do prazo
    • Prestações decrescentes (principal constante + juros decrescentes)
    • Vantagem: Menor custo total de juros
    • Desvantagem: Prestações iniciais mais altas
  • Price (Tabela Price):
    • Prestações iguais (principal + juros)
    • Amortizações crescentes e juros decrescentes
    • Vantagem: Prestações uniformes, facilitando planejamento
    • Desvantagem: Custo total de juros maior que SAC
  • Sistemas personalizados:
    • Pagamentos sazonais: Parcelas menores em períodos de menor geração
    • Pagamentos balão: Parcelas maiores em momentos específicos
    • Amortizações extraordinárias programadas
    • Vantagem: Alinhamento preciso com o fluxo do projeto
    • Desvantagem: Menor disponibilidade no mercado, mais complexos

Alinhamento com perfil de geração solar:

  • Sazonalidade: Estruturação que considera variações anuais de geração conforme região
  • Degradação: Perfil que considera a redução gradual da geração ao longo dos anos
  • Reajustes tarifários: Sincronização com aumentos esperados nas tarifas de energia (para modelos de compensação)

Estratégias de personalização para microgeração:

  • Pagamentos menores nos primeiros 12 meses: Para criar reserva de segurança
  • Amortizações extraordinárias sem custo: Para aproveitar eventuais sobras de caixa
  • Pagamentos sincronizados com economia proporcionada: Parcelas proporcionais à economia mensal na conta de energia
  • Garantia de refinanciamento em condições pré-acordadas: Para gerenciar o risco de inversores no meio da vida do projeto

A estruturação inteligente do perfil de pagamentos pode ser tão ou mais importante que uma pequena diferença nas taxas de juros, especialmente para projetos de microgeração fotovoltaica onde o fluxo de caixa disponível está diretamente vinculado à economia na conta de energia.

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Estratégias de Negociação para Otimização das Condições

Obter as melhores condições possíveis para seu financiamento de energia solar requer uma abordagem estratégica nas negociações com as instituições financeiras:

Uma negociação bem-sucedida em financiamentos para energia solar microgeração começa pelo domínio técnico e financeiro do projeto, passando por pesquisa comparativa de mercado e pela organização prévia da documentação para fortalecer o perfil de crédito. A escolha do timing, aproveitando sazonalidades e metas institucionais, aumenta o poder de barganha.

Os elementos mais negociáveis são tarifas, garantias e estruturas de pagamento. O spread pode ser ajustado com um bom relacionamento e perfil, enquanto a taxa base possui menor flexibilidade.

Para microgeradores, táticas como centralização bancária, colateralização adicional, propostas concorrentes, agregação de volume e entendimento da política do banco são fundamentais. O tipo de financiador também determina as melhores alavancas: bancos comerciais buscam reciprocidade, bancos de desenvolvimento priorizam impacto social, cooperativas de crédito valorizam a participação comunitária e fornecedores focam em volume e parcerias.

Uma negociação bem conduzida pode resultar em economia significativa ao longo da vida do financiamento para fazenda solar, impactando diretamente a rentabilidade do projeto. É recomendável dedicar tempo e, se necessário, buscar assessoria especializada para otimizar as condições, especialmente em projetos de maior valor.

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Tendências e Oportunidades para Projetos de Menor Escala

Trabalhadores instalam painéis solares em um projeto de energia de menor escala em área rural, enquanto gerente consulta planta digital; ao fundo, campos abertos e colinas distantes.
Tendências e Oportunidades para Projetos de Menor Escala

O mercado de financiamento solar está em constante evolução, com inovações que gradualmente tornam-se acessíveis também para projetos de menor porte:

Tendências emergentes com potencial para microgeração:

1. Green Loans com certificação simplificada:

  • Características: Empréstimos verdes com processo de certificação adaptado para menor escala
  • Tendência atual: Redução dos custos e complexidade de certificação
  • Benefício potencial: Taxas reduzidas e condições diferenciadas
  • Timeline de acessibilidade: Já disponível em algumas instituições, expansão nos próximos 2-3 anos

2. Agregação de projetos via plataformas digitais:

  • Características: Plataformas que agrupam múltiplos pequenos projetos para acesso a capital
  • Mecanismos: Securitização, fundos específicos, cooperativas financeiras
  • Benefício potencial: Acesso a fontes de capital antes restritas a grandes projetos
  • Timeline de acessibilidade: Em desenvolvimento, expansão significativa em 3-5 anos
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3. Pay-Per-Save (Financiamento baseado em economia):

  • Características: Pagamento vinculado diretamente à economia gerada na conta de energia
  • Inovação: Risco compartilhado entre financiador e tomador
  • Benefício potencial: Alinhamento perfeito entre pagamentos e benefício econômico real
  • Timeline de acessibilidade: Piloto em algumas empresas, expansão em 2-4 anos

4. Blended Finance para microgeração:

  • Características: Combinação de recursos concessionais (subsidiados) com capital privado
  • Modelagem: Fundos garantidores, first-loss capital, subsídios cruzados
  • Benefício potencial: Condições melhores que as puramente comerciais
  • Timeline de acessibilidade: Iniciativas piloto em curso, crescimento em 3-5 anos

5. On-Bill Financing via distribuidoras:

  • Características: Financiamento cobrado diretamente na fatura de energia
  • Mecanismo: Parceria entre financiadores e distribuidoras
  • Benefício potencial: Simplicidade operacional e menor risco de inadimplência
  • Timeline de acessibilidade: Dependente de avanços regulatórios, potencial em 4-7 anos

Oportunidades específicas para microgeração:

Funding internacional dedicado:

  • Linhas de organismos multilaterais (BID, IFC, GCF) para descarbonização
  • Fundos de impacto com foco em acesso à energia limpa
  • Recursos de países desenvolvidos para mitigação de mudanças climáticas

Soluções financeiras integradas:

  • Arrendamento (leasing operacional) de sistemas completos
  • Soluções bundled “sistema + financiamento + O&M”
  • Vendor finance com estruturação específica para microgeração

Novas estruturas contratuais:

  • Modelos lease-to-own adaptados para energia solar
  • Contratos de performance para microgeração
  • Estruturas de compartilhamento de economia entre financiador e cliente

Para empreendedores e investidores em fazendas solares de microgeração, recomenda-se:

  1. Manter-se atualizado sobre inovações no mercado financeiro
  2. Participar de associações setoriais que trabalham nestas evoluções
  3. Desenvolver relacionamento com instituições financeiras inovadoras
  4. Considerar projetos-piloto com novas estruturas financeiras
  5. Estruturar projetos com documentação e métricas que facilitem o acesso a estas oportunidades
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O desenvolvimento do mercado de financiamento sustentável representa uma tendência irreversível, que gradualmente tornará disponíveis para microgeração fotovoltaica instrumentos e condições hoje restritos a projetos de maior escala.

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FAQ: Perguntas Frequentes

  1. Quais são as principais linhas de financiamento para fazenda solar no Brasil?

    As principais linhas de financiamento para fazendas solares no Brasil incluem o FNE Sol (Banco do Nordeste), FNO (Banco da Amazônia), FCO Verde (Banco do Brasil), além das linhas do BNDES Finem e FINAME. Bancos privados, cooperativas de crédito e fintechs também oferecem crédito para projetos de energia solar.

  2. Qual é a taxa de juros média para financiamento de fazenda solar?

    A taxa de juros para financiamentos de fazendas solares varia de 0,6% a 1,5% ao mês, dependendo da instituição financeira e do porte do projeto. Linhas subsidiadas como o FNE Sol oferecem as taxas mais baixas, a partir de 0,6% ao mês.

  3. Qual o prazo máximo para pagar um financiamento de energia solar?

    O prazo para pagamento de um financiamento para fazenda solar pode chegar a 16 anos em linhas do BNDES e até 12 anos em programas regionais como o FNE Sol e o FNO Verde. Os bancos privados e cooperativas geralmente oferecem prazos de 5 a 8 anos.

  4. É possível financiar 100% do valor de uma fazenda solar?

    Sim. Algumas linhas de crédito, como o FNE Sol e o FNO Verde, permitem financiar até 100% do investimento, incluindo equipamentos, instalação e custos de homologação. Já nos bancos privados, normalmente financia-se de 70% a 90% do valor do projeto.

  5. Quais garantias são exigidas para financiar uma fazenda solar?

    As garantias mais comuns incluem alienação fiduciária dos equipamentos fotovoltaicos, garantias pessoais ou corporativas e, em alguns casos, hipoteca de imóveis. Linhas públicas como o FNE Sol podem exigir apenas a garantia dos próprios ativos financiados.

  6. Qual o tempo médio para aprovação de um financiamento para energia solar?

    O tempo de aprovação varia entre 45 e 180 dias, dependendo da instituição financeira e da complexidade do projeto. Bancos privados costumam ter processos mais ágeis, enquanto linhas públicas como o BNDES e o FNE Sol exigem mais etapas de análise.

  7. Quem pode acessar o financiamento para fazenda solar?

    Produtores rurais, cooperativas, micro e pequenas empresas, além de pessoas físicas que atuem no agronegócio ou em geração distribuída, podem acessar as principais linhas de financiamento para fazendas solares. O enquadramento depende do porte e localização do projeto.

  8. O que é necessário para aprovar um financiamento para fazenda solar?

    É necessário apresentar o projeto técnico da usina, documentos pessoais ou empresariais, garantias reais ou pessoais e certidões negativas. Também é comum a exigência de licenças ambientais e aprovação prévia da distribuidora para conexão à rede elétrica.

  9. Qual a vantagem de usar linhas de crédito públicas como o FNE Sol?

    As linhas públicas como o FNE Sol oferecem taxas de juros reduzidas, prazos estendidos e bônus de adimplência. Além disso, possuem menor exigência de garantias e não obrigam o uso de equipamentos com certificação FINAME, o que aumenta a flexibilidade na escolha dos fornecedores.

  10. É possível financiar uma fazenda solar com leasing ou consórcio?

    Sim. O leasing operacional é uma alternativa para projetos de geração solar, especialmente em parcerias com fornecedores (vendor finance). Consórcios específicos para energia solar também existem e permitem aquisição planejada, sem juros, embora com prazos e condições distintas dos financiamentos tradicionais.

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About Miguel Lino

Formado em técnico em Saneamento em 1999, com formação incompleta em Biologia e atuando no setor de saneamento básico desde 2003. Busquei enveredar o conhecimento na fontes de energias renováveis a partir de 2018 com curso de elétrica predial e posterior formação em energia fotovoltaica On Grid. Então tenho complementado cursos complementares.

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